• Patrícia Turazzi

O que são os Espaços de Inovação?


Imagem por qubodup licenciada sob CC BY 2.0


Espaços de inovação, ou Espaços Makers, são ambientes físicos que promovem o aprendizado, a criação, a colaboração, a inovação e o empreendedorismo. Alguns exemplos de espaços de inovação são os laboratórios, as bibliotecas, os espaços hackers, os espaços de criação e os espaços de coworking.


Podem utilizar ferramentas tecnológicas, eletrônicas, ou não. Também podem incluir equipamentos de prototipagem rápida, bem como equipamentos de marcenaria, solda ou costura. Logo, os Espaços Makers apresentam as ferramentas de fabricação tradicional, mas, uma vez que promovem a inovação e prototipagem de ideias, comumente incorporam as máquinas de prototipagem rápida, como impressoras 3D, corte laser e máquinas de corte CNC (Computer Numerical Control).


Sendo um espaço de trabalho colaborativo, que agrega ferramentas e equipamentos tradicionais e digitais para a execução de ideias e a criação de protótipos, o ambiente do Espaço Maker é acessível a qualquer pessoa que queira criar, experimentar e compartilhar ideias e soluções. Mesmo sem conhecimento prévio de todas as tecnologias disponíveis, ela pode aprender com o outro durante a prática e o desenvolvimento de projetos.


Estes espaços, para além de disponibilizarem o acesso a tecnologias e ferramentas, potencializam também a colaboração e integração, com foco na criatividade e inovação. Com isso, serve de apoio para o desenvolvimento de projetos transdisciplinares e colaborativos.


Pode estar inserido dentro de escolas, universidades, empresas públicas ou privadas. Dentro de empresas, a existência de um Espaço Maker aumenta o acesso a ferramentas de prototipagem rápida e fabricação digital aos colaboradores, possibilitando a experimentação e o treinamento de recursos humanos em novas tecnologias. Além disso, incentiva o colaborador a participar no desenvolvimento de soluções para os desafios da empresa. Uma vez inserido no ambiente, o colaborador possuirá as ferramentas necessárias para a materialização rápida de ideias, o que se traduz em eficiência e maior agilidade no desenvolvimento de novos produtos e serviços.


Imagem por Formlabs Inc. licenciada sob CC BY 2.0


Algumas diretrizes para um espaço maker eficiente são:


1. Espaços convidativos e versáteis para atender às atividades, como treinamentos, eventos e workshops. Pense em mobiliários que podem exercer mais de uma função dependendo da atividade em curso no espaço;


2. Separação entre áreas sujas e limpas para instalação de equipamentos e pós-processamento de peças. Alguns equipamentos de prototipagem rápida geram poeira e/ou ruído, sendo aconselhado sua alocação em espaço distinto do espaço de troca e geração de ideias e da área que acomoda equipamentos sensíveis a sujeira, como computadores ou impressoras 3D de filamento;


3. Os espaços devem ser grandes o suficiente para que os materiais de pesquisa, fotos, conceitos e protótipos acumulados de projetos atuais e passados possam estar disponíveis.


Além dessas três diretrizes destaca-se a importância de criar um ambiente social e espacial em que as pessoas saibam que podem experimentar e correr riscos, um espaço físico que propicie a experimentação e teste de ideias. Esses espaços devem abranger superfícies onde se possa alocar os protótipos que estão sendo produzidos; do mesmo modo, as fotos, esquemas e anotações devem ter um quadro onde possam ficar expostos. A visibilidade desses objetos auxilia na identificação de padrões e incentiva a criatividade.